Existem imensos tipo e modelos de colchões viscoelásticos. É importante saber que material é usado na base do colchão. Deverá ser em poliuterano numa densidade nunca inferior a 34kg/m3. A parte superior em viscoelástica deverá ter uma altura pelo menos 7cm e a visco utilizada deverá variar entre 70kg/m3 e os 85kg/m3. Todos os materias deverão ser de classe 1 e isentos de compostos orgânicos voláteis. Tudo que seja fora destas carateríscas irá com o tempo ter imenso problemas com deformações do produto, excessivo calor produzido pela baixa qualidade da visco, problemas de coluna e cervical e principalmente com os niveis de toxicologia existente em modelo de baixa qualidade que utilização Composto Orgânicos Voláteis. Firmeza A sensação de firmeza de um colchão depende de cada pessoa que está a experimentar. Muitas vezes, um colchão que pode ser mole para uma pessoa, no entanto, pode ser o mais adequado para outra. Existe uma norma no Comité Europeu de Normalização (CEN) que determina objetivamente a firmeza de um colchão. A escala que mede a firmeza varia entre 1 (mais firme) e 10 (mais mole). Com esta escala podemos orientar-nos em relação à firmeza de um colchão. No capítulo 5 iremos abordar este assunto. Para além desta regra geral podemos encontrar vários tipos de colchões com vários tipos de firmeza, orientada para as várias partes do corpo. (pés, ancas, zona lombar, ombros, etc..) Com este propósito pretende-se oferecer ao corpo uma firmeza constante e com um suporte uniforme para uma curvatura natural do corpo. Elasticidade A elasticidade de um colchão depende da sua recuperação original após seja submetido ao peso do corpo. Em alguns colchões existem várias zonas de diferentes elasticidades para que se possa adaptar à forma do corpo. Assim sendo, as partes do corpo mais pesadas o colchão irá ceder mais, fazendo que as mais leves se adequem de uma forma mais natural. Permeabilidade Ao dormir, os fluidos que são segregados pelo nosso corpo (suar e respirar) devem ser libertados para o ambiente para que não se tenha uma sensação de humidade sobre a superfície do colchão e se evite a acumulação de fungos nas zonas de condensação. A permeabilização de um colchão está diretamente relacionada com a capacidade de absorção dos fluidos e do transporte de vapor de água do corpo humano para o ambiente (ventilação) sendo estas as principais características físicas relacionadas com a humidade no sistema de descanso. Todos os componentes de um colchão devem permitir a transmissão da humidade do tecido para o ambiente, bastando um deles não efetuar a sua função para impedir esse fenómeno. Isolamento Térmico Conforme o tema desenvolvido no capítulo anterior, a temperatura do corpo deverá manter-se constante durante o tempo que dormimos. As propriedades de isolamento térmico utilizadas no núcleo do colchão e as capas superiores são de máxima importância na hora de otimização da regulação térmica. Geralmente, o isolamento térmico é uma propriedade aditiva, de modo que, quanto maior for a quantidade de isolamento térmico maior será o mesmo. Normalmente, colchões com pouco material isolante e capas de material grosso (como um colchão de molas) e ao contrário, espumas sintéticas de poros fechados (bolhas de gás fechados) são altamente isolantes. Em ambientes termicamente condicionados como aqueles que se encontram na maior partes dos hotéis (dificilmente o ambiente está frio), o colchão deverá fornecer uma baixa resistência térmica para facilitar a evacuação do excesso de calor do corpo e reduzir a necessidade de transpiração e a temperatura do corpo. Resistência à Fadiga Os materiais de um colchão devem ter a durabilidade necessária para manter um bom suporte do corpo durante a maior parte tempo possível ou seja, para tentar impedir que o colchão fique flácido ao longo do tempo e perder a sua elasticidade. Para espumas, quanto maior for a densidade do colchão será maior resistência à fadiga. A UNE-EN 1957 oferece 30.000 ciclos através de um rolo simulando um peso corporal para estimar a mudança na firmeza e na sua altura.